Wydad Casablanca x Pachuca: o que o Grêmio pode encarar na semifinal do Mundial?

Montagem em fotos da CAF e CONCACAF

Neste sábado, às 11h (horário de Brasília), marroquinos e mexicanos medem forças para saber qual será o adversário do Grêmio na semifinal do Mundial de Clubes 2017. O próprio Tricolor gaúcho já adotou o discurso externo de que não se pode falar sobre Real Madrid antes de passar pelo primeiro adversário. Postura correta – ainda mais depois dos tropeços de Inter (para o Mazembe, em 2010) e Atlético-MG (para o Raja Casablanca, em 2013). Então, nada melhor do que já ir estudando qual cenário os comandados de Renato Portaluppi encontrarão no dia 12, em Al Ain.

– WYDAD CASABLANCA: time caseiro com habilidade na frente e velocidade pelos lados

Há pouco mais de um mês, o clube marroquino conquistava o seu segundo título da Liga dos Campeões da África ao superar os egípcios do Al-Ahly por 1 a 0. O time que entrou em campo na decisão era inteiramente formado por jogadores locais, tendo como principal destaque o atacante Bencharki – que embora atue como referência no ataque, não é propriamente um centroavante fixo, tendo mobilidade para cair pelos lados. Foi assim, inclusive, que o camisa 17 apareceu aberto à direita e efetuou o cruzamento para que o meia El Karti fizesse de cabeça o gol do título continental. No jogo de ida da final, no Egito, foi ele mesmo que anotou o gol do empate por 1 a 1 – exatamente da mesma forma, aparando de cabeça um cruzamento vindo da direita. Ou seja, aí está uma jogada que merece ser estudada e neutralizada: contra-ataque pela direita e bola alçada na área. A equipe atuou no 4-1-4-1, apostando muito na subida dos laterais (Noussir e Gaddarine), enquanto que o volante Nakach (baixinho, mas de alta movimentação) recua para iniciar a construção das jogadas junto aos zagueiros. O tripé de meio-campo tem Saidi (meia mais defensivo, de alto porte físico) e El Karti (meia mais criativo, de infiltração na área).

– PACHUCA: entre desfalques e dúvidas, argentino goleador e  um japonês experiente

O título da CONCACAF foi disputado ainda em abril. Mesmo assim, o Pachuca continua forte. Comandado pelo ex-atacante uruguaio Diego Alonso, a equipe acabou de se garantir na final da Copa do México, que será disputada após a participação no Mundial. Depois que voltar dos Emirados, ‘los tuzos’ também poderão perder seu experiente goleiro Óscar ‘el conejo’ Pérez, de 44 anos, que promete se aposentar. Mas isso não deve ser problema, já que vem revezando a titularidade com Alfonso Blanco. Em referência ao time campeão continental, o Pachuca perdeu sua joia de 22 anos: o ponta Lozano foi vendido ao PSV Eindhoven. Agregou o experiente Keisuke Honda, que veio direto do Milan para se tornar uma das referências técnicas da equipe. O japonês atua aberto em uma das pontas, mas costuma inverter de lado com o ágil atacante uruguaio Jonathan Urretaviscaya. Na frente, o goleador é o argentino Franco Jara – autor do gol do título contra o Tigres faltando menos de 10 minutos para o apito final. Na zaga, destaque para Óscar Murillo, colombiano que inclusive já enfrentou o Grêmio pela Libertadores 2014, quando ainda vestia a camisa do Atlético Nacional de Medellín. Para a disputa do Mundial, os mexicanos perderam uma arma ofensiva importante: o rápido chileno Edson Puch, com lesão no joelho. E a lista de desfalques pode aumentar caso o jovem meia Érick Gutiérrez, capitão da equipe, não se recuperar de uma entorse sofrida na penúltima partida do campeonato nacional diante do Atlas. Assim como o Wydad Casablanca, atua no 4-1-4-1.

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