Raio-X do 1º turno colorado: defesa sólida, muitos cruzamentos e aproveitamento ofensivo mediano

As últimas três vitórias seguidas (Oeste, Goiás e Guarani) mostram um time entrando nos trilhos, mas esta não foi a tônica do primeiro turno do Inter na Série B. Troca de treinador, protestos, jogadores dispensados e reforços chegando em meio à competição. Tudo isso aconteceu antes do torcedor colorado respirar mais tranquilo por ver o time encerrar em 2º lugar, a três pontos do líder América-MG. Selecionamos três pontos de destaque da equipe comandada por Guto Ferreira.

– Um ladrão de bolas na melhor defesa

Guto demorou para firmar a dupla de zaga. Depois de testar Léo Ortiz, Danilo Silva e até ressuscitar Ernando, Guto Ferreira fez de Klaus o parceiro do argentino Cuesta. Ainda assim, o Inter terminou com a melhor defesa (13 gols). Claro, os méritos não são apenas dos zagueiros. Uma das explicações está à frente da área. Firmado como primeiro volante, Rodrigo Dourado aparece como o jogador que mais desarmou: 64 vezes. Para se ter uma ideia, no elenco colorado, o atleta que aparece imediatamente atrás dele é Fabinho, com 25 desarmes. Muito atrás!

– Dependência dos lados do campo

A explicação pode ser a retranca dos adversários que visitam o Beira-Rio, mas mesmo assim é preciso dizer que o Inter tem uma extrema dificuldade em propor o jogo pelo meio. Para se ter uma ideia, Rodrigo Dourado é quem mais deu passes no elenco colorado (740 passes certos, 69 errados). Quem deveria articular era D’Alessandro, que é o jogador que mais cruzou no elenco (101 vezes, sendo 73 destes cruzamentos errados). Aliás, o Inter foi quem mais cruzou para a área rival em toda a Série B: 512 vezes, sendo 386 erradas.

– Chuta-chuta

Embora tenha o 4º melhor ataque do certame, com 25 gols (atrás de Londrina, Paraná e America-MG), o Inter foi o time que mais finalizou no primeiro turno: 265 vezes. Destes, 45 chutes foram de Nico López – que é o segundo jogador que mais errou finalizações no campeonato: 32. William Pottker, com 35 finalizações em gol e goleador colorado no certame (6 gols contra 5 de Nico), foi mais feliz que seu parceiro de ataque. Traduzindo em números, em média, o Colorado precisa de 10 finalizações para marcar um gol.

FOTOS: Ricardo Duarte (Inter)

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