Falta um jogador no meio-campo colorado

Foto: Ricardo Duarte (Inter)

Foto: Ricardo Duarte (Inter)

Não se prenda ao número da camisa. No Brasil, ele ostenta diferentes números às costas. No Atlético-MG, ele usa a 8 e atende pelo nome de Elias. No Flamengo, é o 5: Willian Arão. No Sport Recife, é 21: Rithely. No Palmeiras é o 32: Tchê Tchê. No Inter, o último usou a 20: Charles Aránguiz. Todos eles têm algo em comum. Geralmente, são chamados pelo senso comum brasileiro como o “motorzinho do time”. São jogadores versáteis, que povoam o meio-campo, tanto auxiliando na marcação, como na transição da bola que sai da defesa rumo ao ataque. Também não se furtam de pisar na área adversária e, como o elemento surpresa, deixam seus gols – mas esta não é a principal função. Pois é exatamente este atleta que o Inter não dispõe no seu elenco atualmente.

alupaDesde que efetivou o 4-3-2-1 (ou “Árvore de Natal”) como seu esquema tático predileto, Antônio Carlos Zago testou inúmeros jogadores naquele espaço – todos de maneira improvisada. O que melhor desempenhou tal função foi o lateral-esquerdo Uendel, mas que teve de voltar à posição de origem para a qual foi contratado junto ao Corinthians depois de Carlinhos sofrer lesão muscular. Contra o Juventude, o observado foi o lateral-direito William, que sucumbiu. Pela Copa do Brasil, no jogo de volta contra o Sampaio Corrêa, Seijas recebeu a oportunidade. Lento, não soube dar a dinâmica necessária. E, por fim, em três oportunidades, D’Alessandro acabou recuado para se transformar no organizador do meio-campo. Deu certo! Nos segundos tempos contra Grêmio e Sampaio Corrêa, transformou-se no nome da partida e fez o time jogar. Por fim, enquanto teve pernas diante do São Paulo-RG, fez o mesmo. Eles sempre estiveram cercados por dois volantes – sendo eles Rodrigo Dourado, Charles, Anselmo ou Fabinho (este último foi aquele que mais se aproximou do ideal, mas ainda não é “o cara”).

Acontece que D’Alessandro não será eterno. O próprio Zago admite que o argentino dificilmente conseguirá atuar em três jogos consecutivos ao longo da temporada. Com isso, além de um substituto imediato ao capitão, a equipe precisaria antes de mais nada de outra peça: o 8. Ou o 5, ou 32, ou 21. Enfim, não se esqueça que o número dele pouco importa, mas será o responsável por desaguar a bola no setor ofensivo. Chamam-no também de “volante moderno”. Mas, convenhamos, ele existe há algum tempo por aí – Tinga, Kleberson, Ramires, Rakitic, Vidal, Kanté são exemplares clássicos.

3 Comentários

  1. Renan 21 de março de 2017 Reply
  2. Alexandre 21 de março de 2017 Reply
  3. Gerson Dornelles Barbosa 20 de abril de 2017 Reply

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