DOSSIÊ INDEPENDIENTE: Quem é o adversário do Grêmio na Recopa?

Foto: Site Independiente

História é bonita, mas é melhor ser deixada de lado. Os gremistas podem rememorar com orgulho a conquista da Recopa de 1996 em cima deste mesmo clube com uma goleada de 4 a 1. Os argentinos lembrarão o título da Libertadores de 1984, quando o grande time de Renato vinha das recentes conquistas da América e do Mundo. Portanto, pense apenas no momento atual. O Independiente se credenciou à Recopa depois de vencer o Flamengo na decisão da Copa Sul-Americana de 2017. Daquele time, dois grandes destaques se foram: o lateral-esquerdo e capitão Tagliafico vendido ao Ajax-HOL, e o jovem meia Barco, vendido ao Atlante-EUA. Mesmo assim, toda a filosofia de jogo está lá: pressão alta, amplitude, posse de bola, troca constante de passes, de posições e até de sistema tático durante o jogo. O idealizador é Ariel Holan, que até bem pouco tempo treinava times de hóquei na grama. Pode parecer uma maluquice, mas é o que torna o ‘rojos’ ainda mais imprevisíveis.

– Início titubeante

Até agora, o Independiente disputou três jogos em 2018 pelo Campeonato Argentino: empatou em casa com o Rosário Central (1×1), perdeu em casa para o Estudiantes (1×2) e venceu fora o Colón Santa Fé (1×0). Nas três jornadas, escalações diferentes e variações táticas diferentes. No primeiro, um 3-4-2-1, onde o uruguaio Gastón Silva formava como zagueiro para dar liberdade à subida do ala Sánchez Miño, mas também se posicionava como lateral quando o ala Bustos recuava pelo lado direito – formatando o sistema em um 4-2-3-1. No jogo seguinte, a mesma mecânica só que pelo lado inverso: Bustos aparecia originalmente como zagueiro, mas avançava ao ataque já que o ala era o atacante Albertengo. Para isso, Sánchez Miño recompunha como lateral-esquerdo. Além disso, os meia-atacantes atrás do centroavante goleador Gigliotti não guardam posição, invertendo de lado constantemente: Fernández e Meza. Apesar de toda essa usina, e uma produção ofensiva muito atrativa, os ‘rojos’ não conseguiram vencer Rosário Central e Estudiantes dentro do Estádio Libertadores de América – o que explica a mudança para a última apresentação.

Usando três ‘zagueiros’, time não venceu os dois jogos que teve em casa contra Rosário Central e Estudiantes

 

– Estreia do camisa 10

Contra o Colón, em Santa Fé, Holan adotou o 4-2-3-1 para iniciar o jogo. Embora tivessem liberdade para subir ao ataque, os laterais Bustos e Sánchez Miño formaram a linha de quatro com os zagueiros. À frente deles, dois volantes que se alternavam entre defender e atacar. Na linha de três do meio-campo, aí sim, muita velocidade e troca de posições. Originalmente, Meza apareceu centralizado, tendo a missão de se aproximar de Gigliotti e até ingressar na área. Porém, invertia de posição com Menéndez (contratado junto ao Talleres-ARG) e dividia este encargo. A vitória de 1 a 0 pode ter dado confiança para que o técnico mantenha esta formação diante do Grêmio. Na última quinta-feira, o time se repetiu em um jogo-treino contra o San Martín de Burzaco (equipe da Segunda Divisão argentina). A única alteração está no experimento de Fernando Gaibor, camisa 10 trazido do Emelec e que ainda não atuou como titular desde o desembarque em Avellaneda.

À esquerda, formação que venceu Colón. À direita, possível escalação que enfrentará o Grêmio, no 4-2-3-1

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