DEFENSOR SPORTING: luta para manter destaques do vice-campeonato uruguaio

Foto: Site Defensor

JOGOS CONTRA O GRÊMIO: 27 de fevereiro em Montevidéu, pela 1ª rodada; 23 de maio em Porto Alegre, pela última rodada da fase de grupos

O Defensor Sporting ficou conhecido para o torcedor gremista ao fazer o time de Mano Menezes suar sangue para eliminá-lo nos pênaltis, pelas quartas-de-final da Libertadores de 2007. Possuía jogadores que já tinham ou viriam a se destacar pela Celeste Olímpica, como: o goleiro Martín Silva (hoje no Vasco), o zagueiro Gonzalo Sorondo (que depois veio para o Inter), e os laterais Maxi Pereira (hoje no Porto) e Martín Cáceres (ex-Juventus e hoje no Verona). Obviamente, 11 anos depois, a equipe uruguaia está completamente diferente. Os “violetas” estão de volta ao torneio continental após quatro anos de ausência, mas vêm de uma ótima temporada, quando conquistaram o Torneo Apertura, foram vice-campeões do Torneo Intermedio (perdendo a final para o Nacional por 1 a 0) e do Torneo Clausura (vencido pelo Penãrol). Além disso, como acabaram empatados com o Peñarol em número de pontos na classificação geral, protagonizaram uma decisão contra os ‘Carboneros’, sendo derrotados nos pênaltis. O grande desafio para 2018 será, antes de mais nada, manter o grupo de jogadores. Depois, quem sabe, repetir ou superar os números do último ano.

O primeiro passo foi dado: o técnico Eduardo Acevedo, que está no Parque Rodó desde 2016, renovou seu contrato por mais uma temporada. Porém, ele pode perder peças importantes. A situação mais complicada parece ser a do meia Matías Cabrera (31 anos), que segundo a imprensa uruguaia tem proposta de um clube argentino. Já o Nacional está de olho no zagueiro canhoto e capitão Andrés Lamas (33 anos), além do volante Mathías Cardacio (30 anos). Não seria novidade que os dois parassem no Parque Central, já que na metade do ano o ‘Bolso’ contratou dois destaques do título do Apertura: o atacante Gonzalo Bueno e o meia Matías Zunino. Na ocasião, a solução encontrada foi buscar jogadores da base para engrenar outra vez.

– COMO JOGA?

O time que segurou o tradicional Peñarol no 0 a 0, mas acabou vergado nos pênaltis, atuava em um 3-5-2, com linhas baixas e priorizando o contra-ataque e a bola parada. O trio de zaga era formado por jogadores que já ultrapassaram os 30 anos (Maulella, Correa e Lamas) e talvez por isso bastante pesado. Eles receberam o auxílio dos alas, que muitas vezes fecharam uma linha de 5 defensores. Pela esquerda, Piquerez se aventurou mais ao ataque do que o jovem ala-direito Suárez, e até arriscou chutes de longa distância. À frente da área, dois volantes: o garoto Benavidez (que se lesionou e teve de ser substituído no início do jogo) e Cardacio. À frente, muita movimentação. Apesar da alta estatura (181cm), o panamenho Waterman não permanecia cravado à frente da área e até caiu pelas pontas, marcando o lateral adversário. O mesmo fazia pelo outro lado do campo o baixinho e rápido Facundo Castro, prata da casa. Flutuando atrás deles, o articulador Cabrera, de 31 anos, que já atuou pelo Estoril-POR e Cagliari-ITA, além do grande uruguaio Nacional.

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