CERRO PORTEÑO: Tradição paraguaia em busca do primeiro título sul-americano

Foto: Site Cerro Porteño

JOGOS CONTRA O GRÊMIO: dia 17 de abril, em Assunção, pela 3ª rodada; dia 1º de maio, em Porto Alegre, pela 4ª rodada.

Um dia antes do Grêmio estrear no Mundial de Clubes contra o Pachuca, o Cerro Porteño conquistava seu 32º título paraguaio ao vencer o Sol de América por 3 a 2 e se garantir à frente do Olímpia na última rodada do Torneo Clausura. Com 105 anos de história, é um dos maiores clubes daquele país. Entretanto, jamais conquistou títulos internacionais – no máximo, alcançou a semifinal da Libertadores. Aliás, cruzou o caminho do Grêmio duas vezes, ambas na fase de grupos: 1990 e 2007.

Até agora, a direção ainda não anunciou nenhuma mudança no plantel – sejam vendas ou contratações. A única oficialização foi da renovação de contrato com o experiente volante Julio Irrazábal, de 37 anos, que jogou somente duas vezes na última temporada. Nos próximos dias, baixas podem acontecer. O presidente já admite que pode receber propostas pelo goleador argentino Diego Churín, além de estar prestes a bater o martelo pela venda do jovem meia Josué Colmán, de 19 anos, destaque das categorias de base do Cerro e da Seleção Paraguaia, para o Orlando City-EUA (que lhe deseja como substituto para o agora aposentado Kaká). Enquanto isso, em Assunção, o técnico do Cerro – o colombiano Leonel Álvarez – indicou a contratação do meia Macnelly Torres, seu compatriota, que está no Atlético Nacional de Medellín. Seria um reforço de peso, para um elenco que dispõe de outros atletas de renome, como o atacante Nelson Haedo Valdez, o lateral uruguaio Álvaro Pereira e o zagueiro uruguaio Mauricio Victorino.

– COMO JOGA?

O time atuou no 4-4-2, utilizando muito os lados do campo para atacar e efetuando muitos cruzamentos para o centroavante Churín – que encerrou como artilheiro do Clausura, com 11 gols (inclusive, dois na rodada decisiva contra o Sol de América). No ataque, ele teve a companhia do ágil Alfio Oviedo. A correria pelos lados do campo ficou a cargo de Colmán e do canhoto Óscar Ruiz, que atuou pelo lado direito, para aproveitar os chutes com o pé invertido. Os laterais também têm forte chegada ao ataque: Raul Cáceres e Santiago Arzamendia, meia de origem que jogou improvisado na lateral esquerda e que, até por isso, deixou a desejar defensivamente. Juan Aguilar e Rodrigo Rojas, formados pelos rivais Guarani e Olímpia respectivamente, compõem a dupla de volantes. Na zaga, o experiente Marcos Cáceres, que fez toda a carreira na Argentina (por Newell’s e Racing), divide a missão com o uruguaio Ignacio Pallas. Embaixo das traves, um dos mais experientes do elenco: Anthony Silva, ex-goleiro da Seleção Paraguaia.

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